NOTÍCIAS DO DIA
INFARMED
Notificações de reações adversas a medicamentos subiram 9,2% em 2025

O Sistema Nacional de Farmacovigilância recebeu 12 349 notificações de suspeitas de reações adversas a medicamentos em 2025, mais 9,2% do que no ano anterior, segundo o Relatório de Atividade 2025 divulgado pelo INFARMED. Após avaliação, as notificações deram origem a 10 963 casos, face aos 9797 registados em 2024. Do total, 59,1% foram classificados como graves — categoria que inclui situações clinicamente importantes, sem implicar necessariamente morte, hospitalização ou risco de vida; a diretora de Farmacovigilância do INFARMED, Márcia Silva, contextualiza que a média europeia se situa nos 75%, segundo o relatório anual do EudraVigilance. O aumento é atribuído ao maior envolvimento de profissionais de saúde e cidadãos e ao trabalho de divulgação do INFARMED e das unidades regionais de farmacovigilância. A responsável admite que a subnotificação continua a ser uma realidade, o que motiva campanhas e ações de formação dirigidas a profissionais e à população.
Fonte: Observador
SAÚDE PÚBLICA
Mosquito-tigre-asiático detetado em Guimarães leva a reforço da vigilância entomológica

A Unidade de Saúde Pública da Unidade Local de Saúde do Alto Ave confirmou a presença do mosquito Aedes albopictus, conhecido como mosquito-tigre-asiático, no concelho de Guimarães. A espécie pode transmitir dengue, chikungunya e zika, mas a autoridade de saúde sublinha que, para que ocorra transmissão, é necessário que estejam reunidas outras condições, nomeadamente a circulação do agente infecioso — a presença do mosquito não significa que exista transmissão de doença. Até à data não estão identificados em Guimarães casos de doenças transmitidas por este mosquito. A ULS Alto Ave reforçou a vigilância entomológica em articulação com as entidades competentes e recorda que a espécie se reproduz sobretudo em pequenas acumulações de água junto das habitações, sendo a sua eliminação uma das medidas mais eficazes para reduzir a proliferação: verificar com regularidade jardins, varandas, quintais e outros espaços exteriores. Em 2025 tinham sido registadas deteções em Lisboa, Oeiras, Almada e Sesimbra.
Fonte: Observador
TESTEMUNHO DA SEMANA
A saúde portuguesa está mais salvaguardada com a MedSUPPORT por fazer o apoio técnico e legal aos profissionais de saúde.
SNS
Dados desatualizados no RNU estão a retirar a comparticipação a doentes crónicos

Doentes diabéticos que fazem insulina e não têm médico de família atribuído estão a ser retirados do regime de comparticipação por terem os dados desatualizados no Registo Nacional de Utentes, atualmente em processo de atualização. O problema foi detetado em consultas da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal, quando os médicos tentaram emitir receitas e verificaram que não estavam reunidas as condições para prescrever medicamentos comparticipados; os utentes foram encaminhados para os centros de saúde para regularizar os dados em falta. Situações idênticas foram identificadas em pessoas internadas em lares e em unidades de cuidados continuados, denunciadas pelo presidente da Associação Nacional de Cuidados Continuados. Para o presidente da APDP, José Manuel Boavida, quem esteja em risco de perder a comparticipação deve ser avisado antecipadamente pelas unidades de saúde e dispor de prazo para atualizar os dados antes de qualquer alteração produzir efeitos — matéria de particular gravidade numa doença crónica em que a interrupção do tratamento com insulina tem consequências para a saúde.
Fonte: TVI Notícias
SPC
Cardiologistas defendem rastreio cardiovascular regular a partir dos 35 anos

A Sociedade Portuguesa de Cardiologia defende a implementação de um rastreio regular aos fatores de risco cardiovascular — pressão arterial, glicemia e colesterol — a partir dos 35 anos, realizado nos centros de saúde ou nas farmácias. As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em Portugal, responsáveis por mais de 33 mil mortes por ano, e os cardiologistas estimam que 80% das mortes prematuras seriam evitáveis através da intervenção sobre os fatores de risco e da mudança de estilos de vida. Cristina Gavina, presidente da SPC, alerta para o aumento de enfartes e de episódios de morte súbita em pessoas mais jovens e nota que a medição destes indicadores ainda não consta das ações obrigatórias dos centros de saúde. Sublinha que os rastreios podem ser feitos de forma oportunística, aproveitando qualquer contacto do utente com os serviços de saúde, e enquadra a posição no Safe Hearts Plan, programa europeu que procura impulsionar rastreios sistemáticos a partir da mesma idade.
Fonte: Observador
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