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EURONEWS

Fármacos para emagrecer associados a menos 21% de fraturas em diabéticos

Um estudo publicado na JAMA Network Open conclui que os doentes com diabetes tipo 2 que iniciaram tratamento com medicamentos GLP-1 tiveram, ao longo de três anos, um risco de fraturas de fragilidade 21% inferior ao de doentes comparáveis tratados com fármacos DPP-4. As maiores reduções registaram-se nas fraturas vertebrais, menos 32%, e nas da anca ou do fémur, menos 30%.

A análise incidiu sobre registos clínicos de mais de 133 mil adultos entre os 50 e os 90 anos, nos Estados Unidos, entre 2015 e 2022. As pessoas com diabetes tipo 2 enfrentam risco acrescido de fraturas por traumatismos de baixa energia, apesar de muitas vezes apresentarem densidade óssea normal ou elevada. A redução verificada foi independente de alterações no peso e na glicemia, o que sugere que os fármacos possam atuar diretamente sobre o osso.

Os investigadores alertam, porém, que o estudo não prova qualquer efeito protetor: baseia-se em registos observacionais e não num ensaio aleatorizado, e fatores como a atividade física ou o estado inicial da saúde óssea podem ter influenciado os resultados. Não foi encontrado efeito em pessoas que tomavam GLP-1 sem terem diabetes tipo 2.

DIREÇÃO-GERAL DA SAÚDE

DGS publica recomendações para prevenir afogamentos durante as ondas de calor

As temperaturas elevadas e as ondas de calor aumentam a procura de praias, rios, barragens, piscinas e outros cursos de água, elevando a exposição da população ao risco de afogamento. A DGS sublinha que o calor, a fadiga e a desidratação podem ainda diminuir a perceção do risco e favorecer comportamentos menos seguros em meio aquático.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o afogamento é uma das principais causas de morte em crianças, adolescentes e jovens adultos, estando entre as dez principais causas de morte entre os 5 e os 24 anos.

Neste contexto, a Direção-Geral da Saúde publicou um guia com as principais recomendações para a prevenção de afogamentos durante temperaturas elevadas e ondas de calor, destinado à população em geral e disponível para consulta no seu sítio institucional ou aqui abaixo para Download.

Recomendacoes_DGS.pdf

Recomendações para prevenir afogamentos durante as ondas de calor

guia com as principais recomendações para a prevenção de afogamentos durante temperaturas elevadas e ondas de calor

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NOTÍCIAS SAÚDE

Poluição do ar associada a picos de atividade da artrite reumatoide

A exposição à poluição atmosférica, sobretudo a partículas finas como poeira, fuligem e fumo (PM2,5), está associada a um aumento da atividade da artrite reumatoide e ao risco de crises em pessoas com a doença. As conclusões constam de um artigo publicado nos Annals of the Rheumatic Diseases, da Liga Europeia contra o Reumatismo.

O estudo, conduzido por investigadores sul-coreanos, acompanhou 1.070 doentes ao longo de 12.583 consultas externas entre 2021 e 2024, cruzando as concentrações mensais de seis poluentes com a atividade da doença registada em cada consulta. Segundo a investigadora principal, Eun Bong Lee, da Universidade Nacional de Seul, foi sobretudo a exposição prolongada a níveis elevados de PM2,5 — durante mais de duas semanas — que se associou ao agravamento.

Os autores explicam que estas partículas, mais pequenas do que os glóbulos vermelhos, passam facilmente dos pulmões para a corrente sanguínea e podem desencadear respostas inflamatórias em órgãos distantes. Recomendam que os doentes evitem a exposição prolongada a ar de má qualidade, sublinhando que são necessários mais estudos para determinar se a melhoria da qualidade do ar reduz a atividade da doença.

VIVA PORTO

Estudantes criam plataforma para apoiar famílias nos primeiros tempos após um diagnóstico de demência

Uma plataforma digital chamada SARA está a ser desenvolvida por estudantes universitários do Porto e de Lisboa, com o objetivo de apoiar as famílias que cuidam de pessoas com demência — sobretudo nos primeiros tempos após o diagnóstico, e não em situações já com anos de evolução.

Segundo a responsável executiva do projeto, Rita Graça, a plataforma foi pensada para apoiar os cuidadores na criação de novas rotinas, na organização de tarefas e no acompanhamento da evolução da doença, funcionando como ferramenta de apoio entre consultas. Entre as funcionalidades previstas estão um calendário para registar consultas, atividades e episódios médicos, um espaço para anotações dos cuidadores e a geração de relatórios que podem ser partilhados com médicos de família ou neurologistas.

A equipa observa que muitas famílias fazem hoje este acompanhamento à mão, anotando num caderno o que acontece entre uma consulta e a seguinte. Nesta fase, os estudantes estão a contactar hospitais, associações, autarquias e seguradoras, porque pretendem que a plataforma seja gratuita para os utilizadores. Estimam-se cerca de 57 milhões de pessoas com demência no mundo e aproximadamente 240 mil em Portugal.

DENTALPRO

Programas de saúde oral comunitária da Católica já chegaram a mais de 3.000 pessoas

Os programas de Saúde Oral Comunitária da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade Católica Portuguesa envolveram até hoje mais de 850 estudantes e beneficiaram mais de 3.000 pessoas — crianças, idosos, pessoas com necessidades especiais e cidadãos em situação de maior vulnerabilidade. As iniciativas são desenvolvidas em parceria com cerca de 20 instituições da região de Viseu.

A metodologia assenta numa abordagem de Aprendizagem-Serviço, em que os estudantes complementam a formação académica intervindo em contextos reais. Para Nélio Veiga, coordenador do mestrado integrado em Medicina Dentária da FMD-UCP, a formação de um médico dentista deve funcionar como ponte entre o conhecimento científico e as necessidades reais das populações.

A intervenção comunitária concretiza-se atualmente em sete programas — Educar a Escovar, O Meu Melhor Sorriso, Sorrisos Especiais, Sorrisos Maiores, Ser Criança, Sorrisos em Movimento e Wise Smiles —, em colaboração com escolas, instituições sociais, a Santa Casa da Misericórdia de Viseu, a Cáritas e a Ordem Soberana e Militar de Malta, entre outras entidades locais.

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