
Estudo revela tratamento para ausência de enzima que pode levar a doenças renais
Jornal de Notícias
Um estudo revelou pela primeira vez eficácia num tratamento criado para a deficiência primária da coenzima Q, que proporciona doenças a nível renal, cerebral e a falta de energia, noticiou na segunda-feira a "Europa Press".
"Este trabalho demonstra como (...) podemos estudar os mecanismos da doença (deficiência primária da coenzima Q) e transferir racionalmente uma terapia inovadora para o paciente, com resultados clínicos muito promissores", disse o professor da Universidade de Granada (UGR), em Espanha, Luis Carlos Lopez.

Um rapaz de três anos com um quadro clínico muito grave recebeu o tratamento, destacando que a criança não conseguia andar e nem interagir normalmente. O paciente sofria da síndrome nefrótica resistente aos esteroides (que aumentam os músculos e a força muscular), sendo que a síndrome nefrótica é um transtorno renal em que quantidades excessivas de proteína são expelidas na urina.
O tratamento com o composto fenólico (compostos orgânicos encontrados em alimentos e com efeitos benéficos) conseguiu aliviar de forma completa os sintomas da deficiência primária da coenzima Q. Em seis meses, a criança, que não conseguia andar nem interagir normalmente, começou a andar de forma independente, recuperou "20% do seu peso corporal e apresentou uma clara melhoria na linguagem, na interação social e na capacidade cognitiva", segundo a UGR.
"Foi emocionante ver que o tratamento em que trabalharam anos no laboratório foi capaz de mudar a vida de uma criança e da sua família".
Entram hoje em vigor as novas taxas no âmbito da Proteção Radiológica
OMD
Foi publicada em Diário da República (DR) a Portaria n.º 314/2025/1, de 16 de setembro, que fixa os valores das taxas a pagar pelos requerentes dos serviços prestados pela Agência Portuguesa do Ambiente, I. P. (APA), e pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS), no âmbito da Proteção Radiológica.
Nesta portaria, que entra em vigor no dia seguinte à sua publicação, é referido no artigo 2º, n.º 3 que “pelos serviços prestados pela ERS, no exercício das competências previstas no Decreto-Lei n.º 108/2018, de 3 de dezembro, na sua redação atual, são devidos os valores constantes do anexo II, devendo ser pagos à ERS no momento da apresentação do respetivo pedido”.
Ora, o anexo II define o montante de 150 euros no que diz respeito ao equipamento de radiodiagnóstico em saúde oral. Este valor, agora tornado público, resulta de um processo de diálogo e colaboração entre a Ordem dos Médicos Dentistas e o Ministério da Saúde ao longo dos últimos meses.
Conforme se pode ler, nos processos pendentes à data de entrada em vigor da presente portaria, os montantes já pagos, a título de taxa administrativa, são deduzidos ao valor devido pela apreciação correspondente.
Portaria n.º 314/2025/1, de 16 de setembro
files.diariodarepublica.pt/1s/2025/09/17800/0003800042.pdf
Jovens europeus preferem YouTube para aprender temas escolares
Jornal de Notícias
Os jovens europeus recorrem ao YouTube para aprender temas escolares, superando os concorrentes no consumo educacional e académico, concluiu um estudo da Google em colaboração com a agência Livity.
O YouTube é a principal plataforma de conteúdo educacional entre os adolescentes europeus, pois 74% dos entrevistados no inquérito usam a plataforma para aprender coisas novas na escola, uma taxa mais alta do que o registado pelo TikTok, Instagram e Snapchat. O estudo destaca, por um lado, o domínio do vídeo como formato para a descoberta e, por outro lado, a rápida adoção da Inteligência Artificial (IA) para apoio académico e criativo.

Cerca de 47% dos jovens inquiridos afirmam utilizar a IA como apoio na sala de aula e 44% para fazer trabalhos de casa. Além disso, 80% recorrem ao YouTube para procurar sobre temas escolares e 73% para explorar interesses pessoais fora da escola.
O documento indica uma investigação da Oxford Economics que mostra que 84% dos professores na União Europeia (UE) utilizam o YouTube nas suas aulas. Cerca 45% dos participantes verificam a fiabilidade de um conteúdo "online" comparando-o com outras fontes, enquanto 41% perguntam a um adulto de confiança.
O estudo também destaca que os adolescentes se esforçam para alcançar um equilíbrio entre o mundo digital e o mundo fora das plataformas, revelando que 47% tentam passar mais tempo com familiares e amigos. O estudo "The Future Report" contou com uma amostra de mais de 7.000 jovens europeus entre 13 e 18 anos, de sete países da Europa.
Falar sobre hemorroidas não pode ser tabu
SIC Notícias
Se está grávida é normal que lhe falem de enjoos, de dores nas costas, e de pernas inchadas. Mas eu quase aposto que ninguém lhe vai falar numa das coisas que afeta até metade das grávidas: hemorroidas. E eu percebo que seja desconfortável mas temos de falar sobre isto. Porque há coisas a fazer para prevenir e tratar.
As hemorroidas podem afetar qualquer pessoa e resultam da dilatação ou inchaço das veias na região anal. Na gravidez são comuns e isto pode acontecer por vários motivos, incluindo o aumento da pressão do útero, as alterações hormonais e também a obstipação ou prisão de ventre, que é muito frequente na gravidez.

Os sintomas típicos incluem dor, ardor, comichão ou eventualmente sangue vivo nas fezes. Perante algum destes sintomas, é importante falar com o seu médico, mas pode desde já saber de algumas coisas que podem ajudar: primeiro.
O que quero que saiba é que falar sobre hemorroidas não pode ser tabu, porque os tratamentos eficazes e seguros que existem estão, muitas vezes, à distância de uma conversa com o seu médico, mesmo que esteja grávida ou a amamentar.
Nesta notícia poderá ainda ler sobre:
Prevenção: o que fazer?
Depois de surgirem os sintomas?
No pós-parto

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