Este site usa cookies

Leia nossa Política de privacidade e Termos de uso para mais informações.

NOTÍCIAS DO DIA

EFS

Ciberataque a sistemas de refrigeração atinge bancos de sangue em França e supermercados em Portugal

Várias instalações regionais do Serviço Francês de Sangue (EFS, Établissement Français du Sang) foram atingidas por um ciberataque que afetou sistemas de monitorização e controlo de câmaras frigoríficas, confirmou o Ministério da Saúde francês, citado pela agência Reuters. Segundo o EFS, a temperatura dos sistemas de refrigeração de três bancos de sangue subiu para níveis muito elevados.

A segurança das reservas de sangue foi preservada graças aos sistemas de monitorização e alarme das instalações e às medidas de precaução adotadas, segundo o comunicado. O EFS é responsável pela recolha, análise, preparação e distribuição de sangue, plasma e plaquetas para mais de 1.900 hospitais em França.

O ataque, revelado a 4 de novembro, ocorreu na madrugada de segunda-feira, a mesma em que foram atacados os sistemas de controlo de temperatura das arcas frigoríficas de supermercados de oito países europeus. Em Portugal, foram afetados sete supermercados da cadeia Intermarché, e o ataque terá visado um prestador de serviços externo responsável pela gestão dos sistemas de refrigeração, segundo um comunicado do grupo.

Fonte: DN

LEITURA MEDSUPPORT

Nas unidades que conservam medicamentos, vacinas ou amostras em equipamentos de frio monitorizados ou geridos à distância por um prestador externo, a cadeia de frio depende também da segurança informática desse prestador. Nos bancos de sangue franceses, o que impediu a perda das reservas foi a existência de sistemas de monitorização e alarme capazes de assinalar a subida de temperatura. A decisão que cabe a quem gere é confirmar que o alarme do equipamento funciona mesmo que o sistema remoto falhe, e que está definido quem é avisado, e por que meio, fora do horário de funcionamento.

ERS

ERS atualiza as perguntas frequentes sobre testamento vital e procurador de cuidados de saúde

A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) atualizou as perguntas frequentes sobre as diretivas antecipadas de vontade (DAV), sob a forma de testamento vital, e sobre o procurador de cuidados de saúde. O documento, datado de 2 de novembro, apoia-se na Lei n.º 25/2012 e na regulamentação aplicável, e não dispensa a leitura da legislação.

A DAV é eficaz durante cinco anos a contar da assinatura, esteja ou não registada no Registo Nacional do Testamento Vital (RENTEV), e pode ser renovada. O registo não é obrigatório, mas só com ele há garantia de que os profissionais de saúde sabem que existe uma DAV válida. Os profissionais que integram a equipa responsável pelos cuidados a uma pessoa incapaz de expressar a sua vontade devem consultar o RENTEV através do Registo de Saúde Eletrónico (RSE). Em urgência, a DAV não tem de ser considerada se o acesso a ela implicar uma demora que agrave previsivelmente os riscos para a vida ou a saúde do utente.

Se o utente comunicar oralmente ao profissional de saúde que altera ou revoga a DAV, o profissional regista essa informação no processo clínico e, se a DAV estiver registada, também no RENTEV. Quando a DAV não deva ser respeitada, por exemplo por evidente desatualização da vontade face ao progresso terapêutico, o profissional faz constar essa informação do processo clínico, informa o procurador, quando exista, e comunica ao RENTEV. A DAV pode incluir disposições sobre cuidados de saúde mental, e os profissionais podem exercer objeção de consciência, indicando as alíneas a que se refere; nesse caso, o estabelecimento deve garantir o cumprimento através da cooperação com outros estabelecimentos ou profissionais habilitados. Ninguém pode ser discriminado no acesso aos cuidados de saúde por ter ou não feito uma DAV.

Fonte: ERS

LUSA

Plano de prevenção deteta legionella nos balneários de uma escola de Gondomar antes de haver casos de doença

Os balneários da Escola Secundária de Gondomar estão fechados desde terça-feira, depois de ter sido detetada a presença de Legionella spp. nos chuveiros. A deteção ocorreu no âmbito do plano de manutenção de prevenção da Construção Pública, E.P.E., na sequência das análises à água, informou a escola.

Todos os chuveiros foram fechados de imediato. A limpeza e a desinfeção do equipamento ficam a cargo da Construção Pública, seguindo-se novas análises e contra-análises, a última das quais marcada para 4 de dezembro. As aulas decorrem normalmente, com a Educação Física a passar a ter expressão teórica para evitar o uso dos balneários, e não há registo de doença na comunidade escolar.

A doença dos legionários contrai-se por inalação de gotículas de água contaminada, os aerossóis, e na maioria dos casos afeta os pulmões, causando pneumonia e sintomas semelhantes aos da gripe.

LEITURA MEDSUPPORT

O plano de prevenção e controlo da Legionella, ou o programa de manutenção e limpeza, faz parte dos requisitos de licenciamento das unidades de saúde, mas o seu valor não está no documento. Em Gondomar, foram as análises previstas no plano de prevenção que detetaram a bactéria nos chuveiros antes de haver qualquer caso de doença, o que permitiu fechá-los de imediato e avançar para a desinfeção. É esse o resultado que se pede a um plano: um calendário de análises cumprido, pontos críticos identificados e o registo do que se fez, para agir antes de haver casos.

OM

Estudo da Ordem dos Médicos identifica três perfis de utentes, e o acesso ao setor privado é visto como mais fácil

O estudo «Retrato da Saúde em Portugal no Pós-Pandemia: Perceções, Acesso aos Cuidados e Uma Só Saúde», promovido pela Ordem dos Médicos (OM) e realizado pelo Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT) da Universidade NOVA de Lisboa, através do Centro Colaborador da Organização Mundial da Saúde para as Políticas e Planeamento da Força de Trabalho em Saúde, baseou-se em 700 entrevistas telefónicas a adultos, feitas entre setembro e novembro de 2025, numa amostra representativa e estratificada por região.

O estudo identifica três perfis de utentes. Os «Vulneráveis» (48%) são mais velhos, têm pior perceção do estado de saúde e maior carga de doença, recorrem mais aos serviços por necessidade e têm mais dificuldade em manter a continuidade do acompanhamento. Os «Episódicos» (34%) são mais jovens, utilizam menos os serviços e têm continuidade fraca e práticas de prevenção irregulares. Os «Integrados» (18%) têm melhor acesso, utilização regular dos cuidados, continuidade forte e melhores práticas preventivas.

Quanto ao acesso, 63,5% consideram fácil ou muito fácil o acesso ao setor privado e 11,4% difícil ou muito difícil. No Serviço Nacional de Saúde (SNS), na área de residência, os valores são de 40% e 36,3%. Os valores refletem perceções e não permitem comparar diretamente o desempenho dos dois setores, uma vez que muitos utentes recorrem a ambos.

TIME4LUNG

Rastreio do cancro do pulmão em duas etapas, com análise ao sangue antes da TAC, vai ser testado em Portugal

O projeto TIME4LUNG, liderado pela startup portuguesa iLoF (Intelligent Lab on Fiber) e com a participação da Unidade Local de Saúde (ULS) Gaia/Espinho, da Universidade de Aveiro e do Centro Académico Clínico Egas Moniz Health Alliance, vai testar um modelo de rastreio do cancro do pulmão em duas etapas.

Na primeira etapa, uma colheita de sangue é analisada por uma técnica chamada optómica, com recurso a inteligência artificial, à procura de uma assinatura biológica que ajude a prever a probabilidade de um resultado positivo na tomografia. Só quem tiver resultado positivo nessa análise faz a tomografia computorizada (TAC) de baixa dose, o exame usado no rastreio clássico. Os promotores apontam como vantagens a redução dos custos de implementação, maior difusão no território nacional e menor exposição dos rastreados à radiação.

O projeto tem a duração de três anos e um investimento global de 8,7 milhões de euros, com um incentivo de 6,66 milhões de euros do Portugal 2030/Compete 2030. Está ainda em fase de recrutamento da equipa e de construção do equipamento que vai analisar o sangue. Segundo Firmino Machado, diretor da Unidade de Gestão de Planeamento, Inovação e Saúde das Populações da ULS Gaia/Espinho, espera-se que, se tudo correr como planeado, a inovação possa passar à prática clínica ao fim desses três anos.

CANAL MEDSUPPORT

A MedSUPPORT.News no seu telemóvel

No Canal MedSUPPORT ficam os temas de cada edição antes da newsletter chegar ao email. E é lá que pode dizer o que pensa, partilhar a experiência da sua unidade e colocar as suas reflexões.

Instala-se como aplicação: fica com o ícone entre as suas apps e recebe aviso quando a edição sai.

Cinco passos, uma vez só:

1. Toque no botão em baixo, a partir do telemóvel.
2. Introduza o email onde recebe esta edição.
3. Receberá um código de 6 dígitos por email. Introduza-o.
4. Aparece "Instalar aplicação", toque em Instalar.
5. Agora já pode personalizar o seu perfil. Já está.

MedSUPPORT

Obrigado por ler a medsupport.news.

A equipa da MedSUPPORT

p.s. Conhece alguém que gere uma unidade de saúde e a quem esta edição seria útil? Reencaminhe-lha. A subscrição é gratuita em medsupport.news.

Continue lendo

View more
caret-right