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NOTÍCIAS DO DIA

OMD

Número de médicos dentistas em Portugal triplicou em 20 anos, mas a distribuição pelo país continua desigual

O número de médicos dentistas com inscrição ativa na Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) e a exercer em Portugal passou de 5.056, em 2005, para 13.876, em 2025, segundo o estudo «Os Números da Ordem», que compara os dados da profissão nas duas últimas décadas. No total, estão inscritos na Ordem 16.571 médicos dentistas, incluindo as inscrições suspensas, que permitem trabalhar no estrangeiro, mas não em Portugal.

A distribuição pelo território continua desequilibrada. Na Área Metropolitana do Porto há um médico dentista por cada 557 habitantes e na Grande Lisboa um por cada 827, enquanto no Alentejo Litoral o rácio sobe para 2.287 e no Baixo Alentejo para 2.028. Os rácios de referência da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam para um médico dentista por cada 1.500 a 2.000 habitantes.

O estudo regista ainda a subida das inscrições suspensas, de 532 em 2005 para 2.583 em 2025, das quais 72,6% estão associadas à saída do país, com França, Itália, Reino Unido e Espanha como principais destinos. Em sentido inverso, os profissionais estrangeiros passaram de 8,5% para 32% das novas inscrições. A maioria dos médicos dentistas com inscrição ativa (63,2%) são mulheres, e a idade média subiu de 35,8 para 42 anos.

CPSA

Infeções pelo vírus do Nilo Ocidental podem estar a passar despercebidas em Portugal, alerta o CPSA

O Conselho Português para a Saúde e Ambiente (CPSA) alertou para a elevada probabilidade de infeções humanas pelo vírus do Nilo Ocidental estarem a passar despercebidas em Portugal, perante a circulação documentada de mosquitos portadores do vírus, a existência de animais infetados no país e o elevado número de casos no sul da Europa. Portugal não consta entre os países com casos humanos notificados no último relatório do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), mas registou este ano quatro focos em equídeos.

Desde o início da época de transmissão de 2026 e até 29 de outubro, foram notificados 2.009 casos humanos de infeção adquirida localmente em 20 países europeus, quase o dobro de 2025, entre os quais 149 em Espanha, sobretudo na Estremadura e na Andaluzia, junto à fronteira com Portugal. Os mosquitos do género Culex, principais transmissores, representaram mais de 45% dos 9.502 mosquitos adultos capturados em 2025 pela Rede Nacional de Vigilância de Vetores (REVIVE), do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

A maioria das pessoas infetadas não tem sintomas, cerca de 20% desenvolvem doença febril e cerca de 5% complicações neurológicas que podem ser graves. O CPSA recomenda que os profissionais de saúde considerem esta infeção perante síndromes febris sem causa esclarecida e quadros de meningite, encefalite ou paralisia flácida aguda, de acordo com a exposição e o contexto epidemiológico, e defende o acesso atempado ao diagnóstico laboratorial em todo o país, com confirmação por técnicas de RNA, particularmente na urina. O alerta coincide com o Dia Internacional da Saúde Única, assinalado a 3 de novembro, que liga a saúde humana, animal e ambiental.

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O CPSA recomenda confirmar a infeção por técnicas de RNA, sobretudo na urina, onde o vírus é detetável duas a três semanas após o início da infeção, e defende que o acesso a este diagnóstico seja atempado em todo o país. Para os laboratórios e para as clínicas que pedem análises, a decisão útil antecede a suspeita: saber para onde segue a amostra, em que condições é colhida e transportada, e em quanto tempo há resultado. Com esse circuito definido, a investigação de um quadro febril sem causa esclarecida não fica dependente de se descobrir, no próprio dia, como se pede o exame.

DGS

DGS promove formação gratuita sobre a abordagem integrada da tuberculose, a 4 de dezembro, em Aveiro

A Direção-Geral da Saúde (DGS), através do Programa Nacional para a Tuberculose (PNT), promove a 4 de dezembro, entre as 9h00 e as 17h30, no Anfiteatro Carlos Borrego da Universidade de Aveiro, a formação «Convergências em Tuberculose: Mais do que uma Doença, uma Abordagem Integrada», dirigida a profissionais de saúde envolvidos na prevenção, diagnóstico, tratamento e controlo da doença.

O programa aborda o retrato epidemiológico da tuberculose em Portugal, os desafios da tuberculose multirresistente (TBMR), a experiência dos programas prioritários da DGS na resposta integrada à tuberculose, ao vírus da imunodeficiência humana (VIH) e às hepatites, e a aplicação do modelo Value-Based Health Care (VBHC) à organização e melhoria dos cuidados. Inclui ainda uma componente prática, com discussão de casos clínicos em grupos de trabalho.

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia.

Fonte: DGS

formacao-sobre-abordagem-integrada-da-tuberculose-promovida-pela-dgs-pdf.aspx

DGS: Convergências em Tuberculose - Programa provisório da formação, 4 de dezembro de 2026

Programa provisório da formação da DGS sobre a abordagem integrada da tuberculose, 4 de dezembro de 2026, Universidade de Aveiro.

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UNIVERSIDADE DE LISBOA

Acidez de alguns tumores pode dificultar a entrada dos fármacos nas células, mostra estudo da Universidade de Lisboa

Investigadores do Instituto de Biossistemas e Ciências Integrativas (BioISI) da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Ciências ULisboa) verificaram, através de modelos computacionais, que uma descida do pH reduziu quase dez vezes a capacidade de alguns dos fármacos estudados entrarem nas células. Segundo a universidade, a descoberta é um primeiro passo para compreender e contornar a resistência à quimioterapia.

O pH do sangue ronda os 7,4, mas pode aproximar-se de 6,0 no ambiente de alguns tumores sólidos mais agressivos. Segundo o investigador Miguel Machuqueiro, as células tumorais poderão assim reduzir a eficácia de determinados tratamentos sem precisarem de desenvolver novos mecanismos genéticos de resistência. O aumento da acidez não acontece em todos os tipos de tumor.

Os resultados vêm de simulações computacionais e ainda terão de ser confirmados experimentalmente, que é o próximo passo da equipa. Os investigadores pretendem também explorar a possibilidade de alterar o comportamento dos fármacos para que consigam atuar em ambientes mais ácidos.

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