NOTÍCIAS DO DIA
EUROPEAN JOURNAL OF PREVENTIVE CARDIOLOGY
Uma única sessão de tabaco aquecido altera a função dos vasos sanguíneos e danifica o ADN, mostra estudo alemão

Uma única sessão de utilização de tabaco aquecido provocou, em fumadores saudáveis, alterações imediatas na função dos vasos sanguíneos e danos no ADN das células do sangue, segundo um estudo do Centro Médico Universitário de Mainz, na Alemanha, publicado a 27 de outubro na revista científica European Journal of Preventive Cardiology.
A equipa liderada pela investigadora Lea Strohm avaliou 30 fumadores saudáveis, com uma idade média de 34 anos, antes e depois de utilizarem dois cigarros de tabaco aquecido num dispositivo de aquecimento, ao longo de 8 a 12 minutos. Depois da utilização, a pressão arterial sistólica subiu 3 mmHg e a função vascular, medida pela dilatação mediada pelo fluxo, desceu 11%. A saturação venosa de oxigénio passou de cerca de 71% para cerca de 46%, e foram detetados danos no ADN das células sanguíneas e uma resposta de stresse oxidativo.
Trata-se de um estudo sobre os efeitos imediatos de uma única utilização, numa amostra pequena, em que as medições de cada participante foram comparadas antes e depois. Os autores sublinham que são necessários estudos de longo prazo, com amostras maiores, para perceber quanto tempo duram estes efeitos. Segundo os investigadores, os resultados contrariam a ideia de que estes produtos são substancialmente menos nocivos para o sistema cardiovascular do que os cigarros convencionais.
OMD
Cheques-dentista: validade alargada até 30 de novembro, e a OMD pede esclarecimentos à DGS e à SPMS

Os cheques-dentista com data de termo a partir de 29 de setembro de 2026, ou a expirar até 8 de novembro, podem ser utilizados até 30 de novembro de 2026. A extensão excecional da validade foi estabelecida para que os utentes mantenham o acesso aos cuidados enquanto decorrem as adaptações técnicas do Sistema de Informação para a Saúde Oral (SISO), e dá aos prestadores aderentes um período adicional para realizarem os atos clínicos, informa a Ordem dos Médicos Dentistas (OMD).
O Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral (PNPSO) está numa fase de transição para um novo modelo, acompanhada pela implementação de um novo sistema de autenticação no SISO. Perante a comunicação da Direção-Geral da Saúde (DGS) de que não prevê emitir novos cheques-dentista para as coortes dos 7, 10 e 13 anos no ano letivo 2026/2027, a OMD pediu esclarecimentos à diretora-geral da Saúde, Rita Sá Machado, e ao presidente do conselho de administração dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), Luís Goes Pinheiro. Pediu a confirmação de que o acompanhamento das crianças abrangidas não fica comprometido e a indicação de quando e de que forma serão asseguradas as oportunidades de acesso para essas coortes.
A OMD abordou também as dificuldades pontuais de acesso e autenticação no SISO relatadas pelos médicos dentistas, e pediu à SPMS a partilha das medidas de estabilização em curso e a definição de procedimentos de contingência para quando surgirem constrangimentos durante a atividade clínica. As dificuldades de acesso à plataforma podem ser comunicadas diretamente à linha de apoio da SPMS. A OMD comunicará à classe os esclarecimentos que receber.
Fonte: OMD
LEITURA MEDSUPPORT
O alargamento até 30 de novembro dá às clínicas aderentes um prazo adicional sobre um conjunto delimitado de cheques, e a decisão que daí resulta é de organização da agenda. Os utentes que já iniciaram tratamento com cheque-dentista são conhecidos da clínica, pelo que a receção pode identificá-los, contactar os que ainda não têm marcação e distribuir os atos pelas semanas disponíveis. Concentrar a atividade nos últimos dias do prazo é precisamente o que a expõe às dificuldades de acesso ao SISO relatadas pelos médicos dentistas, para as quais a OMD pediu à SPMS procedimentos de contingência.
INFARMED
Escassez europeia limita as vacinas da gripe nas farmácias, e o Infarmed recomenda prescrição por DCI

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) alerta para uma situação de escassez de vacinas contra a gripe a nível europeu, que em Portugal se reflete numa disponibilidade limitada das vacinas destinadas à dispensa em farmácia comunitária, mediante receita médica, a pessoas não abrangidas pela Campanha de Vacinação Sazonal. A circular, de 30 de outubro, sublinha que esta limitação não afeta as doses destinadas às pessoas elegíveis no âmbito da campanha, de acordo com a Norma n.º 006/2026 da Direção-Geral da Saúde (DGS).
No caso da gripe, a campanha abrange um grupo alargado da população, como as crianças dos 6 meses aos 4 anos, as grávidas, as pessoas dos 18 aos 59 anos com patologias de risco elegíveis e todas as pessoas com 60 ou mais anos. Para facilitar o acesso à vacina, o Infarmed recomenda que as doses disponíveis para dispensa com receita nas farmácias não sejam usadas em pessoas abrangidas pela campanha, e que, nas pessoas não abrangidas, a prescrição seja feita por denominação comum internacional (DCI): «Vacina contra a gripe, suspensão injetável em seringa pré-cheia».
As receitas médicas em que estejam prescritas exclusivamente vacinas contra a gripe para a época gripal de 2026/2027, emitidas desde 1 de julho de 2026, são válidas até 31 de dezembro. Para evitar que os utentes tenham de voltar ao médico, as prescrições válidas devem ser aceites, dispensando-se a vacina disponível no momento. O Infarmed continuará a acompanhar a situação e a atualizar a informação.
Fonte: Infarmed
LEITURA MEDSUPPORT
Nas unidades cuja tipologia não confere aos profissionais a vacinação gratuita prevista na Norma n.º 006/2026, quem não é elegível por outra via vacina-se com receita, na farmácia, onde as doses são agora limitadas. A decisão que cabe a quem gere é de calendário: saber quem na equipa ainda não está vacinado e assegurar que a receita é emitida por DCI, como o Infarmed recomenda, para que a farmácia possa dispensar a vacina que tiver disponível. O mesmo critério de prescrição aplica-se aos utentes que a unidade acompanha e que estão fora da campanha.
OMD
#MedSafetyWeek: de 2 a 8 de novembro, campanha internacional apela à notificação de reações adversas a medicamentos

Começa hoje e decorre até 8 de novembro a #MedSafetyWeek, iniciativa internacional liderada pelo Uppsala Monitoring Centre (UMC), que pretende sensibilizar cidadãos e profissionais de saúde para a importância da notificação de reações adversas a medicamentos. Este ano, 140 agências reguladoras e outras organizações de 130 países juntam-se à campanha.
A Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) associa-se novamente à Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) na divulgação da iniciativa, e vai partilhar nas suas redes sociais os materiais da campanha, que os médicos dentistas podem divulgar junto das suas comunidades. A OMD sublinha a importância de utilizar o portal de notificação de Reações Adversas a Medicamentos (RAM) do Infarmed para notificar suspeitas de efeitos indesejáveis de medicamentos.
Fonte: OMD
LEITURA MEDSUPPORT
A notificação de suspeitas de reações adversas depende menos da disponibilidade de cada profissional do que de a unidade ter definido o circuito. Na organização de procedimentos de qualidade, tratamos a notificação como esse circuito: quem notifica, através do Portal RAM, e onde fica registada a suspeita no processo do utente. Sem ele, a informação fica dependente da memória de quem a observou. A semana da campanha é uma ocasião adequada para verificar se o procedimento existe e se a equipa o conhece.
OM
Médicos de família portugueses reeleitos para a presidência da União Europeia dos Médicos de Família

Os médicos portugueses Tiago Villanueva, presidente, Catarina Matias, secretária-geral, e Pedro Fonte, tesoureiro, foram reeleitos por unanimidade e aclamação para um novo mandato, de 2027 a 2030, à frente da União Europeia dos Médicos de Família (UEMO). A reeleição teve lugar na Assembleia Geral da UEMO, realizada em Óbidos, informa a Ordem dos Médicos (OM).
Na mesma eleição foram reconduzidos dois vice-presidentes: Branka Lazić, em representação da Câmara Médica Sérvia, e Peter Holden, em representação da Associação Médica Britânica. Os restantes dois vice-presidentes da direção da UEMO serão eleitos mais tarde.
Fonte: OM
CANAL MEDSUPPORT
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