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NOTÍCIAS DO DIA

ULS TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO

Carraças obrigam a segunda desinfestação e à transferência de utentes num internamento em Vila Real

A Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro (ULSTMAD), com sede em Vila Real, confirmou a deteção de carraças numa área de internamento. É a segunda situação deste tipo: a primeira ocorreu no início de outubro e levou a uma desinfestação, depois da qual o problema parecia resolvido.

Perante um novo foco, de dimensão reduzida, a ULSTMAD decidiu fazer uma nova desinfestação, acompanhada da transferência temporária dos utentes internados para outra ala, para garantir a continuidade dos cuidados em condições de segurança. Segundo a instituição, não foram identificados utentes afetados. As cirurgias urgentes e emergentes estão a ser realizadas, e as programadas, com alguns constrangimentos, vão ser remarcadas.

Fonte: S+ (Lusa)

SOCIEDADE PORTUGUESA DE OFTALMOLOGIA

Três investigadores da oftalmologia portuguesa no top 2% dos cientistas mais citados do mundo

A atualização de 2026 da base de dados da Universidade de Stanford e da Elsevier, coordenada por John P. A. Ioannidis, que identifica os investigadores com maior impacto de citações em cada área científica, inclui três nomes ligados à oftalmologia portuguesa no top 2% mundial da lista de impacto anual, relativa às citações recebidas em 2025.

José Cunha-Vaz (AIBILI, Coimbra) está no top 0,5% mundial em oftalmologia e optometria, e Rufino Silva (Coimbra) no top 0,6% na mesma área. Helena Donato, editora da revista da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO), surge no top 1,7% em medicina geral e interna. José Cunha-Vaz e Rufino Silva constam também da lista de impacto ao longo da carreira.

A SPO sublinha que o reconhecimento se estende às equipas, aos utentes que participam nos estudos e a toda a comunidade oftalmológica portuguesa.

DGS

DGS publica as regras das vistorias aos serviços externos de saúde do trabalho

A Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou a Instrução 7/2026, que define os procedimentos das vistorias feitas pelas Delegações Regionais de Saúde aos serviços externos de saúde do trabalho, ao abrigo do Regime Jurídico da Promoção da Segurança e Saúde no Trabalho (Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro). Estes serviços estão sujeitos a autorização da DGS, que depende da confirmação, documental e em vistoria, dos requisitos legais, técnicos e normativos.

Na vistoria confirma-se, entre outros pontos, que as instalações têm licença da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) e licença de utilização da câmara municipal; que existem um gabinete médico e um gabinete de enfermagem com pelo menos 12 m² cada; que o pé-direito é de 3,00 m, com tolerância até 2,70 m em edifícios adaptados; que há renovação mecânica do ar quando as janelas não abrem, podendo ser pedida uma avaliação da qualidade do ar interior; que existe contrato de manutenção da climatização; que estão cumpridas as regras de acessibilidade; e que a recolha de resíduos é feita por operador autorizado, com inscrição no SILiAmb.

A equipa tem de incluir, no mínimo, médico do trabalho e enfermeiro do trabalho, com horas mensais proporcionais ao número de trabalhadores abrangidos, e a vistoria não se realiza sem a presença do diretor clínico, ou do médico do trabalho por ele designado, e do enfermeiro do trabalho. Quando os problemas estruturais exigem uma correção superior a 30 dias, como o pé-direito, a falta de um dos gabinetes ou a ausência de instalação sanitária adaptada, é necessário pedir uma segunda vistoria.

instrucao-72026-pdf.aspx

DGS: Instrução 7/2026, de outubro de 2026 - Procedimentos de vistoria no âmbito dos serviços externos de saúde do trabalho

Procedimentos de vistoria das Delegações Regionais de Saúde aos serviços externos de saúde do trabalho, com os requisitos de instalações, equipa e procedimentos.

1.53 MB • File

LEITURA MEDSUPPORT

Grande parte do que a vistoria verifica coincide com os requisitos do licenciamento na ERS. O que a vistoria acrescenta é a verificação no local de que as instalações correspondem ao que foi declarado na fase documental, da planta à memória descritiva. Os desvios estruturais, como o pé-direito, a falta de um dos gabinetes ou a ausência de instalação sanitária adaptada, são os que a instrução dá como exemplo de correções que ultrapassam os 30 dias e obrigam a pedir uma segunda vistoria. Para quem prepara um pedido de autorização, estas condições verificam-se antes da escolha ou da adaptação do espaço, e não depois de o processo estar instruído.

ORDEM DOS FISIOTERAPEUTAS

Ordem dos Fisioterapeutas e APUFISIO juntam-se para valorizar as unidades de fisioterapia

A direção da Ordem dos Fisioterapeutas reuniu-se a 22 de outubro com a direção da Associação Portuguesa de Unidades de Fisioterapia (APUFISIO), para identificar áreas de colaboração na valorização das unidades de fisioterapia e na promoção da qualidade e da segurança dos cuidados.

Entre os temas discutidos estiveram o enquadramento regulamentar das unidades de fisioterapia, em particular a aplicação da Portaria n.º 88/2024/1, de 11 de março, e das suas atualizações, e a importância de desenvolver sistemas de registo e de normalização da informação em fisioterapia. As duas organizações apresentam o encontro como um primeiro passo no reforço da articulação.

DGS

Shamonda: DGS considera muito baixo o risco em Portugal, onde o vírus já foi detetado em explorações pecuárias

A Direção-Geral da Saúde (DGS) considera muito baixo o risco do vírus Shamonda para a saúde humana em Portugal. Não foram notificados casos suspeitos ou confirmados de infeção humana no país, mas o vírus foi detetado em explorações pecuárias nacionais, à semelhança do que tem acontecido noutros países europeus desde o verão de 2026.

O único caso humano conhecido é o de França, numa pessoa com imunossupressão grave que morreu no início de outubro, e não há evidência de transmissão entre pessoas. Por isso, a DGS não emitiu orientações específicas aos profissionais de saúde, mantendo os mecanismos habituais de vigilância através do Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SINAVE) e da rede laboratorial. Recomenda a proteção contra picadas de insetos e que as pessoas imunodeprimidas procurem aconselhamento da equipa médica se tiverem febre ou outros sintomas sem causa esclarecida.

Fonte: S+ (Lusa)

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