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NOTÍCIAS DO DIA

ULS DA REGIÃO DE AVEIRO

Praga de ratos fecha duas unidades de saúde familiar em Ílhavo

A Unidade Local de Saúde da Região de Aveiro (ULSRA) encerrou preventivamente, na quarta-feira, 21 de outubro, as Unidades de Saúde Familiar (USF) Atlântico Norte e Beira Ria, na Gafanha da Nazaré, em Ílhavo, depois de detetados vestígios de fezes e urina sugestivos da presença de roedores. Segundo a imprensa local, as duas unidades funcionam em contentores enquanto decorre a obra no edifício principal.

A situação foi identificada pelos profissionais das duas unidades e comunicada ao município e à direção clínica. A empresa responsável pelo controlo de pragas iniciou a avaliação e a intervenção, com a colocação de dispositivos de captura no interior e no exterior dos edifícios e a vedação de possíveis pontos de entrada, e a Unidade de Saúde Pública avaliou o local. As instalações ficam encerradas até sexta-feira, dia em que será feita nova avaliação.

Os utentes com doença aguda são encaminhados para o Centro de Saúde de Ílhavo e para o Polo de Saúde da USF Beira Ria, na Costa Nova. As consultas agendadas estão a ser reagendadas ou encaminhadas, e as equipas mantêm consultas telefónicas.

LEITURA MEDSUPPORT

A presença de roedores numa unidade de saúde raramente começa no dia em que é detetada. Começa nos pontos de entrada, nos resíduos e nas zonas de armazenamento que ninguém verifica com regularidade. O plano de controlo de pragas transforma esse risco num procedimento verificável: contrato com empresa especializada, visitas periódicas, mapa dos pontos de monitorização e registo de cada intervenção. A atenção tem de ser redobrada quando a unidade funciona em instalações provisórias ou em obra, porque as condições do edifício mudam e os pontos de entrada também. Encerrar, mesmo por dois dias, tem um custo assistencial e de reputação muito superior ao de uma visita preventiva.

CNCS

CNCS alerta para duas vulnerabilidades críticas no PHP, a linguagem por trás da maioria dos sites

O Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) emitiu recomendações às organizações depois de a equipa do PHP, linguagem de programação usada por grande parte dos sites, ter anunciado duas vulnerabilidades classificadas como críticas. As atualizações de emergência foram publicadas a 21 de outubro: as versões 8.5.12, 8.4.27, 8.3.36 e 8.2.35 corrigem as falhas, e as versões 8.1 e anteriores já não recebem correções do projeto.

O CNCS recomenda aplicar a atualização, inventariar todas as instalações de PHP, incluindo as menos evidentes, e dar prioridade aos sistemas acessíveis a partir da Internet, confirmando junto do fornecedor do sistema operativo e do fornecedor de alojamento a disponibilização das correções. Nas instalações em versões sem suporte, aconselha atualizar para uma versão suportada, retirar o sistema da Internet ou colocá-lo atrás de uma VPN ou de uma firewall de aplicações web.

Se houver indícios de comprometimento, o CNCS recomenda isolar o servidor, preservar os registos do servidor web e do PHP e procurar ficheiros novos ou suspeitos, tarefas agendadas e contas criadas recentemente.

LEITURA MEDSUPPORT

Na maioria das unidades, o site e o sistema de marcações online são geridos por um fornecedor externo, e é aí que esta atualização tem de acontecer. O passo útil para a gestão é simples: pedir ao fornecedor, por escrito, a confirmação de que o PHP foi atualizado ou de que o sistema não está exposto, e guardar essa resposta. Um site com formulários de marcação ou de contacto comprometido deixa de ser um problema técnico e passa a ser um incidente com dados de utentes. Vale a pena saber hoje quem, na unidade, responde por estes sistemas quando um alerta destes é emitido.

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Ensaios clínicos: o tratamento tem de continuar depois do fim do estudo, e a unidade de saúde tem de ser informada

As entidades promotoras de ensaios clínicos, geralmente farmacêuticas, vão ter de assegurar a continuidade gratuita dos medicamentos e dispositivos médicos aos participantes que ainda deles necessitem depois de terminado o estudo. Segundo o Jornal de Notícias, a obrigação, que já era prática habitual, passa a ser regulamentada por uma portaria do Ministério da Saúde prevista na Lei n.º 9/2026, de 6 de março, com publicação anunciada para sexta-feira.

Os custos ficam a cargo do promotor enquanto o tratamento for considerado clinicamente indispensável e não existirem alternativas com eficácia e segurança equivalentes. A continuidade tem de ser fundamentada clinicamente, com a decisão e os encargos assegurados antes do fim do ensaio, e mantém-se até o medicamento estar disponível nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A Lei n.º 9/2026, em vigor desde 5 de abril, já define os passos que cabem ao investigador: obter o consentimento esclarecido do participante, elaborar um relatório clínico que justifique a continuação do tratamento e comunicar essa continuação, no prazo máximo de um mês, ao Infarmed, à Comissão de Ética para a Investigação Clínica (CEIC) e ao responsável pela unidade de saúde.

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Lei n.º 9/2026, de 6 de março - Ensaios clínicos de medicamentos para uso humano

Regime dos ensaios clínicos de medicamentos para uso humano; o artigo 14.º regula a continuação do tratamento após o ensaio.

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ORDEM DOS ENFERMEIROS

Sai o primeiro livro português de enfermagem de urgência e emergência em pediatria

Foi lançado a 20 de outubro, em Lisboa, o livro «Enfermagem de Urgência e Emergência em Pediatria», editado pela Lidel e coordenado por Ana Rita Gomes, Carla Trindade, Francisco Vaz e Rute Trigo. Reúne os contributos de 56 autores, enfermeiros com experiência clínica e docentes de escolas de enfermagem de todo o país, e é apresentado como a primeira obra portuguesa dedicada a esta área.

O livro aborda a organização dos serviços e os cuidados à criança gravemente doente, incluindo as emergências cardiorrespiratórias, as intoxicações e os maus-tratos, bem como as questões éticas e legais associadas à prática clínica. O prefácio é do bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Luís Filipe Barreira.

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