NOTÍCIAS DO DIA
EXPRESSO
A gripe custou 18,8 milhões de euros a 11 hospitais em duas épocas

Nos dois últimos outonos e invernos, a gripe representou 18,8 milhões de euros em custos hospitalares diretos em 11 hospitais, relativos a utentes na urgência ou em internamento. A infeção foi ainda responsável por mais de 53 mil dias de internamento em pessoas com 60 ou mais anos. Os dados foram apresentados a 13 de outubro num encontro internacional, cuja organização a notícia não identifica.
As pessoas com 85 ou mais anos motivaram quase um terço dos internamentos analisados e aproximadamente metade das mortes nos hospitais. Os utentes com doenças associadas concentraram 65,5% das hospitalizações e quase 80% dos custos, com uma permanência média de 12,4 dias. Na época passada, os cuidados intensivos registaram 125 admissões por gripe, com uma mortalidade de 21,3%.
A cobertura vacinal das pessoas com 65 ou mais anos desceu de 84% na época 2021/22 para 73% em 2025/26, abaixo da meta de 75% definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo o primeiro relatório da vacinação sazonal da Direção-Geral da Saúde (DGS), entre 30 de setembro e 11 de outubro foram vacinadas contra a gripe 507.465 pessoas, 304.448 das quais nas farmácias aderentes.
Fontes: Expresso · Direção-Geral da Saúde
SNS
A telereabilitação no SNS chega ao pavimento pélvico, numa convenção aberta a prestadores de medicina física e de reabilitação

Desde 13 de outubro, os médicos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) podem prescrever um programa remoto de reabilitação do pavimento pélvico, disponível em todos os centros de saúde e hospitais públicos sem custos para as utentes. O programa, de uma empresa portuguesa de reabilitação digital, pode ser prescrito em situações como a incontinência urinária, a endometriose e a reabilitação pós-parto. A secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, refere projeções segundo as quais até um milhão de mulheres poderão vir a beneficiar de melhor acesso a estes cuidados.
A disponibilização insere-se na convenção nacional para telereabilitação em medicina física e de reabilitação, criada pelo Despacho n.º 1211/2026. Segundo a notícia, a convenção abrange explicitamente as disfunções pélvicas e exige dispositivos médicos com marcação CE e registo no Infarmed.
O clausulado-tipo da convenção, publicado pelo Aviso n.º 3864/2026/2, determina que pode aderir qualquer pessoa singular ou coletiva, com ou sem fins lucrativos, que preste cuidados de medicina física e de reabilitação através de telereabilitação, com recurso a dispositivo médico certificado e plataforma tecnológica, e que cumpra as condições fixadas.
LEITURA MEDSUPPORT
A convenção de telereabilitação em medicina física e de reabilitação está aberta a qualquer pessoa singular ou coletiva, com ou sem fins lucrativos, que preste estes cuidados com recurso a dispositivo médico certificado e plataforma tecnológica. Para as unidades de medicina física e de reabilitação, a adesão constitui uma possibilidade de alargar a atividade convencionada, mas pressupõe o cumprimento de requisitos técnicos específicos, nomeadamente quanto ao dispositivo e à plataforma utilizados. A experiência que temos no acompanhamento destas unidades indica que novas modalidades de prestação devem ser avaliadas à luz do licenciamento da unidade antes de qualquer decisão. A sua unidade já avaliou se reúne as condições para aderir?
ORDEM DOS ENFERMEIROS
Reacender 2026: submissões de resumos sobre emergência e enfermagem do trabalho até 30 de outubro

Estão abertas até 30 de outubro as submissões de resumos para comunicação oral ou póster no Reacender 2026, que decorre a 3, 4 e 5 de dezembro no Centro Pastoral Paulo VI, em Fátima.
Segundo a Ordem dos Enfermeiros (OE), decorrem no âmbito do evento dois encontros em paralelo, dedicados à emergência e à enfermagem do trabalho. O regulamento e a plataforma de submissão estão disponíveis no site da OE.
Fonte: Ordem dos Enfermeiros
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