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NOTÍCIAS DO DIA

MOVA

Metade dos adultos desconhece as vacinas recomendadas para si, e um em cada cinco jovens adultos diz que o médico nunca fala do assunto

Cerca de 95% dos inquiridos reconhecem os benefícios da vacinação, mas a maioria desconhece as vacinas para adultos integradas no Programa Nacional de Vacinação (PNV) e as recomendações para a sua faixa etária ou condição de saúde. A conclusão é do estudo "Barreiras da Vacinação em Portugal", promovido pelo Movimento dos Doentes pela Vacinação (MOVA) e divulgado esta quarta-feira.

O inquérito, realizado entre 28 de maio e 4 de agosto de 2026 junto de 1500 pessoas com 18 ou mais anos, com e sem doença crónica, indica que 63,9% não sabem que vacinas estão integradas no PNV, percentagem que sobe para 76,4% entre as pessoas sem doença crónica, e que 50,2% desconhecem as vacinas recomendadas para a sua idade ou condição de saúde. Quanto às vacinas para adultos fora do PNV, 90,5% desconhecem a sua existência.

O contacto com os profissionais de saúde surge como um fator relevante. Entre as pessoas com doença crónica, 74,9% dizem que o médico assistente aborda o tema em consulta, proporção que desce para 43,3% entre as pessoas sem doença crónica. Entre os adultos dos 18 aos 35 anos, 21,7% afirmam que o médico nunca fala de vacinação. Entre quem não se vacina anualmente contra a gripe ou a covid-19, o principal motivo apontado é não se sentir em risco (38,8%).

Trata-se de um inquérito por questionário, e a informação divulgada não indica se a amostra é representativa da população portuguesa. O estudo é apresentado hoje em Lisboa, no encontro "Vacinação ao Longo da Vida: Desafios e Oportunidades em Portugal".

APDH

Congresso Internacional dos Hospitais e Prémio de Boas Práticas em Saúde marcados para 28 a 30 de outubro

A Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Hospitalar (APDH) realiza de 28 a 30 de outubro, no Auditório MEO, em Lisboa, o 11.º Congresso Internacional dos Hospitais, sob o lema "Saúde Odisseia 2030: Da aprendizagem contínua à criação de valor", dirigido a líderes, gestores, profissionais de saúde, académicos e decisores do setor.

O primeiro dia é dedicado ao Encontro da 19.ª edição do Prémio de Boas Práticas em Saúde, que distingue projetos de qualidade e inovação desenvolvidos em unidades de saúde, este ano em torno do tema "Sistema de Saúde Sustentável, Humanizado e Inovador". Os subtemas incluem a experiência do cidadão e a segurança do doente, a liderança e o bem-estar dos profissionais, a transformação digital e a inteligência artificial e a criação de valor em saúde. A inscrição neste encontro é gratuita, mas obrigatória. No mesmo dia decorrem workshops sobre inteligência artificial e automatização de processos.

No dia 29, o programa inclui painéis sobre literacia em saúde, a jornada digital do utente, telessaúde, articulação entre os setores público e privado na integração de cuidados e recursos humanos na saúde. O dia 30 acolhe o 1.º Encontro Luso-Brasileiro de Gestão Hospitalar, com sessões sobre financiamento, qualidade e segurança dos cuidados, transformação digital e cooperação entre hospitais privados portugueses e brasileiros.

A inscrição no congresso custa 150 euros para não sócios e 75 euros para sócios da APDH, com modalidade online a 50 e 25 euros, respetivamente.

APHP

Hospitais privados reúnem-se a 22 de outubro nos Encontros Clínicos da APHP, dedicados à obesidade

O Conselho Clínico da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) organiza a 22 de outubro, em Lisboa, a segunda edição dos Encontros Clínicos, uma iniciativa que procura promover a reflexão e a partilha de boas práticas entre os hospitais privados.

Depois de uma primeira edição dedicada à oncologia, o encontro deste ano é dedicado à obesidade, que, segundo a APHP, continua a ser frequentemente encarada como uma simples consequência de escolhas individuais, em vez de uma doença crónica, complexa e multifatorial.

MEDICINA DENTÁRIA

Inteligência artificial já apoia a leitura de radiografias e de CBCT nas clínicas dentárias

A inteligência artificial (IA) está a mudar a forma como os médicos dentistas analisam imagens radiológicas, segundo um artigo de tendências publicado pelo JornalDentistry. Na radiologia convencional e na tomografia computorizada de feixe cónico (CBCT), os algoritmos já ajudam a identificar cáries, lesões periapicais, perda óssea periodontal e dentes ausentes, e permitem a segmentação automática de estruturas e o planeamento de implantes em articulação com scanners intraorais e sistemas CAD/CAM.

O artigo descreve a IA como um "segundo observador", que sinaliza potenciais anomalias para análise mais detalhada, cabendo a decisão final sempre ao médico dentista. Sublinha também os limites: os algoritmos podem gerar falsos positivos e falsos negativos, a sua eficácia varia consoante as bases de dados e os equipamentos utilizados, e a cibersegurança, a proteção de dados e a validação clínica exigem prudência.

A evolução implica ainda uma nova competência para as equipas: não conhecimentos de programação, mas literacia em IA, para compreender o funcionamento destas ferramentas, reconhecer as suas limitações e avaliar criticamente os resultados. O artigo não identifica as fontes em que se baseia.

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