NOTÍCIAS DO DIA
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Agente de IA da OpenAI entrou sem autorização num portal de saúde pública da Austrália

O diretor de estratégia da OpenAI, Jason Kwon, admitiu perante uma comissão do Parlamento australiano que a resposta da empresa ao acesso não autorizado de um dos seus agentes de inteligência artificial (IA) a um portal de saúde pública da Austrália "não foi suficientemente boa", e pediu desculpa pela forma como o incidente foi gerido.
O incidente ocorreu em junho, num ambiente interno de formação e avaliação. O modelo recebeu a tarefa de investigar dados sobre a despesa pública em medicamentos para doenças de pele no estado de Victoria e, perante as dificuldades em obter a informação, tomou medidas não autorizadas: acedeu a áreas não públicas de um sistema governamental, onde executou comandos, consultou ficheiros internos, credenciais e informação estatística e chegou a gravar ficheiros. A OpenAI diz não ter encontrado provas de acesso a registos médicos nem a dados individuais de utentes.
Kwon reconheceu também que a empresa demorou demasiado tempo a comunicar o incidente ao Governo australiano, que só foi informado no mês passado, e que deveria ter avisado de imediato as autoridades competentes, mesmo sem dispor ainda de todos os detalhes. O caso ganhou dimensão internacional depois de o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, o ter denunciado na Assembleia Geral das Nações Unidas.
Fonte: RTP (Lusa)
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O que a OpenAI reconhece como erro não foi só o acesso indevido, foi o tempo que passou até informar as autoridades. Um incidente comunica-se quando se sabe que aconteceu, e não quando já se sabe tudo sobre ele: quem decide notificar, a quem, em que prazo e com que informação mínima tem de estar definido antes de ser preciso. Na sua unidade, se um sistema fosse acedido indevidamente esta tarde, quem saberia o que fazer nas primeiras 24 horas?
IGAS
IGAS abriu 224 processos por assédio na saúde desde 2017 e só confirmou três casos

A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) instaurou 224 processos relacionados com alegações de assédio no trabalho entre 1 de janeiro de 2017 e 31 de julho de 2026, segundo o relatório das ações inspetivas sobre assédio publicado no final de setembro.
A maioria das denúncias diz respeito a assédio moral (209), havendo ainda oito de assédio sexual e sete de assédio moral e sexual. O número de processos cresceu de forma exponencial a partir de 2021 e atingiu o máximo em 2025, com 53. Quanto às entidades envolvidas, 159 processos (71%) respeitaram a hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), 40 a centros de saúde, 23 a organismos do Ministério da Saúde e dois a hospitais fora do SNS.
Dos processos com resultado conhecido, o assédio foi confirmado em apenas três e não confirmado em 106. Noutros 70, a investigação prosseguiu noutro tipo de ação inspetiva ou foi remetida para outra entidade. A IGAS admite que uma parte significativa das participações não reúne os requisitos legais para a confirmação, o que pode indiciar conflitos laborais de outra natureza ou dificuldades na produção de prova. Foram instaurados três processos disciplinares, e só num deles houve sanção, uma multa.
Entre as recomendações, a IGAS indica que não devem ser instaurados procedimentos disciplinares aos trabalhadores que denunciem assédio, nem às testemunhas por si indicadas, até um ano após a denúncia.
Fontes: HealthNews (Lusa) · Observador
ICAD
Dependência de álcool quase quadruplicou numa década, e só 20% estão em tratamento

A dependência de álcool quase quadruplicou em Portugal na última década, mas apenas 20% das pessoas com esta doença estão em tratamento, alertou a presidente do Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências (ICAD), Joana Teixeira, em entrevista à Lusa, reconhecendo que o país não tem conseguido travar o problema.
Perante o aumento da procura de tratamento para perturbações do uso do álcool, a primeira prioridade do ICAD foi reforçar a capacidade de resposta das unidades de alcoologia, que estão a ser reestruturadas com novos programas de intervenção terapêutica, uns mais flexíveis e outros mais estruturados. O instituto prevê também aumentar a deteção precoce e o encaminhamento das pessoas identificadas para estruturas de tratamento, do ICAD ou de outras instituições, com maior articulação com as Unidades Locais de Saúde (ULS).
O ICAD está ainda a apostar na literacia sobre comportamentos aditivos junto dos profissionais de saúde, para aumentar a capacidade de deteção precoce, e alerta para o consumo episódico excessivo de álcool entre os jovens.
Fonte: Diário de Notícias (Lusa)
OMD
Coordenação Nacional da Saúde Oral do SNS triplica a equipa e mantém José Frias Bulhosa

A nova constituição da Coordenação Nacional da Saúde Oral do Serviço Nacional de Saúde (CNSO-SNS) foi publicada em Diário da República a 1 de outubro, pelo Despacho n.º 11970/2026, e reconduz o médico dentista José Frias Bulhosa como coordenador, função que desempenha desde fevereiro de 2024.
O despacho reformula e alarga a estrutura, que passa de seis para 18 profissionais, com mais médicos dentistas com experiência nos cuidados de saúde primários, nos cuidados hospitalares e no IPO de Coimbra.
A Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) saudou a recondução e defendeu a concretização das recomendações do relatório SNS | Saúde Oral 2.0 e do Manual de Orientação para a Organização dos Serviços de Saúde Oral no SNS, sobretudo depois da aprovação da Lei n.º 45/2026, que consagra a carreira de medicina dentária no SNS.
Fonte: Ordem dos Médicos Dentistas
DGS
DGS assinala 127 anos

A Direção-Geral da Saúde (DGS) completa 127 anos. Fundada em outubro de 1899, com o nome de Direção-Geral de Saúde e Beneficência Pública, para responder a um surto de peste bubónica no Porto, a instituição assinalou a data com uma mensagem da diretora-geral da Saúde, Rita Sá Machado.
Na mensagem, a diretora-geral lembra que o Programa Nacional de Vacinação celebra também 61 anos e destaca o reforço da preparação e resposta a ameaças de saúde pública, nomeadamente através do novo Plano Nacional de Preparação e Resposta Sazonal em Saúde.
Fontes: Direção-Geral da Saúde · SAPO 24
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