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NOTÍCIAS DO DIA

ESEUC

Quatro em cada dez adolescentes avaliados nas escolas têm sintomas depressivos

Uma avaliação realizada em 259 escolas do país, no ano letivo 2025-2026, revelou que 40,3% dos adolescentes avaliados apresentam sintomas depressivos, segundo os dados divulgados esta quinta-feira pela Escola Superior de Enfermagem da Universidade de Coimbra (ESEUC).

Os resultados vêm do programa de promoção da saúde mental e prevenção do suicídio em meio escolar "Mais Contigo", promovido pela ESEUC, que tem a Direção-Geral da Saúde (DGS) como entidade parceira. No início da intervenção, 25,8% dos alunos apresentavam sintomatologia depressiva moderada ou grave e 14,5% sinais ligeiros. Foram identificados 2179 adolescentes em maior risco de comportamento suicidário, 65,9% dos quais raparigas.

No último ano letivo, o programa abrangeu 18 651 alunos do 7.º ao 12.º ano, com 17 952 questionários validados, o maior número desde o seu início. Os dados resultam de questionários aplicados no arranque da intervenção, numa amostra em que 57% dos alunos frequentam o 8.º ano, pelo que não são representativos de todos os adolescentes do país.

Foram ainda formados 281 dinamizadores e realizadas sessões de sensibilização com 2002 encarregados de educação e 3091 docentes e assistentes operacionais. O projeto funciona há 18 anos e já ultrapassou os 100 mil alunos.

LEITURA MEDSUPPORT

Uma procura identificada nas escolas acaba por chegar às consultas, e chega primeiro às unidades com psicologia, pedopsiquiatria ou medicina geral e familiar com agenda para adolescentes. O que está em jogo para quem gere é a capacidade de resposta: o tempo até à primeira consulta, a articulação entre psicólogo e médico e o circuito de referenciação quando o risco é elevado.

ACSS

Portal da Transparência passa a mostrar, prestador a prestador, a atividade dos privados para o SNS

Desde 30 de setembro, o Portal da Transparência do Serviço Nacional de Saúde (SNS) disponibiliza três novos conjuntos de indicadores sobre a atividade assistencial do setor social e privado realizada para os utentes do SNS, anunciou a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).

A atividade do setor privado corresponde às intervenções cirúrgicas asseguradas através do Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC), incluindo as entidades do setor social que atuam, neste âmbito, como prestadores privados, com distinção entre cirurgia convencional e cirurgia de ambulatório. A atividade do setor social abrange os atendimentos em urgência e as consultas médicas, primeiras e subsequentes, realizados ao abrigo dos acordos com o SNS previstos no Decreto-Lei n.º 138/2013, de 9 de outubro.

Os dados têm periodicidade mensal e podem ser consultados por período, região e prestador. Segundo a ACSS, para apurar os totais de urgências, consultas e cirurgias realizadas para o SNS passa a ser necessário somar à atividade dos estabelecimentos públicos a atividade agora disponibilizada.

O portal passa também a disponibilizar indicadores sobre o Registo Nacional de Utentes (RNU), incluindo os utentes inscritos nos cuidados de saúde primários e os elegíveis com e sem médico de família atribuído.

ACSS-Comunicado-12_PTransparencia-do-SNS-novos-indicadores-RNU_utentes-com-MdF_setor-social-e-privado-.pdf

ACSS, Comunicado n.º 12, de 30 de setembro de 2026

Novos indicadores do Portal da Transparência do SNS sobre o RNU, os utentes dos CSP e a atividade do setor social e privado para o SNS.

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OMD

Cheque-dentista: acesso ao SISO muda de autenticação e pode falhar até ao fim da ativação

O Sistema de Informação para a Saúde Oral (SISO) passou, a 30 de setembro, a usar o novo método de autenticação dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), informou a Ordem dos Médicos Dentistas (OMD).

Para ativar a conta, cada utilizador tem de concluir um processo de configuração inicial (onboarding), feito uma única vez. Cada profissional recebe um email com o seu código único e a ligação para o processo, e um SMS com a palavra-passe inicial, que tem de alterar no primeiro acesso.

Segundo a SPMS, o envio destas comunicações é feito de forma faseada, pelo que alguns utilizadores poderão não conseguir aceder ao SISO até as receberem e concluírem a ativação. A SPMS recomenda que o email e o SMS sejam guardados, por serem necessários no primeiro acesso a qualquer sistema que já tenha adotado o novo método. Em caso de dificuldades, os médicos dentistas devem contactar a SPMS pelo endereço indicado na nota da OMD.

ERS

ERS divulga o programa da Conferência ERS'26

A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) realiza a 15 de outubro a Conferência ERS'26, dedicada ao tema "Regulação em saúde: antecipar mudanças e construir respostas", um encontro de especialistas nacionais e internacionais para debater os desafios da regulação da saúde num contexto de incerteza global e de pressão demográfica crescente.

O programa inclui dois painéis: "Incerteza global, decisões locais", com intervenção de abertura de Natasha Azzopardi-Muscat, diretora da Divisão de Sistemas de Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS) Europa, e "Pressão demográfica e transformação do sistema de saúde", com intervenção de abertura de Carolina Santos, da Universidade NOVA de Lisboa. Estão ainda previstas conferências sobre independência, legitimidade e confiança dos reguladores e sobre o impacto da doença crónica no sistema de saúde, esta última por confirmar.

A iniciativa tem o Alto Patrocínio do Presidente da República. A ERS indica que o programa está sujeito a alterações.

APA

1 de outubro, Dia Nacional da Água

Assinala-se hoje o Dia Nacional da Água, que marca o início de um novo ano hidrológico, numa altura em que as reservas atingem os valores mínimos e começa, habitualmente, a época das chuvas.

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) assinala a data com a exposição "Recursos Hídricos – história, sociedade e saber", que percorre 170 anos de história dos antigos Serviços Hidráulicos através de livros, documentos, fotografias e instrumentos. Está patente no Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE) até ao final do ano.

LEITURA MEDSUPPORT

A água nas redes internas de uma unidade de saúde é matéria de segurança e não de manutenção corrente. Os pontos de uso pouco utilizados, as temperaturas de armazenamento e os registos de desinfeção são variáveis sob controlo de quem gere, e é a sua monitorização que determina o risco de Legionella para utentes e profissionais. Se a sua unidade já tem um plano de controlo, como garante que é eficaz e que está a ser seguido no dia a dia?

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