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NOTÍCIAS DO DIA

FARMÁCIAS

Mounjaro ultrapassa um milhão de euros de vendas num só dia nas farmácias portuguesas

A consultora HMR anunciou esta semana que um produto ultrapassou a barreira de um milhão de euros de vendas num único dia nas farmácias portuguesas, classificando o caso como um feito sem precedentes. O Diário de Notícias confirmou tratar-se do Mounjaro, nome comercial da tirzepatida, indicado na diabetes e na perda de peso, de aplicação injetável e uso semanal. Um milhão de euros corresponde a mais de três mil embalagens vendidas num dia.

Fonte do setor do medicamento disse ao mesmo jornal que o valor já tinha sido atingido em dois dias de agosto, e que valores próximos se têm repetido, o que pode indiciar uma tendência de utilização sobretudo para controlo de peso. O medicamento está sujeito a receita médica e não é comparticipado, custando entre 182 euros, na caneta de 2,5 mg, e 430 euros, na de 15 mg.

A gastroenterologista Helena Cortez-Pinto, professora catedrática da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, diz ao DN não se espantar com o aumento, por se tratar de um medicamento rápido e eficaz, com menos efeitos secundários do que alternativas anteriores. Mas alerta que o volume de vendas pode sinalizar prescrição sem critério suficiente, possivelmente por pressão dos próprios doentes, e defende que se mantenha a sujeição a receita médica e a vigilância clínica de quem o toma, entre outras razões porque a perda de peso acentuada arrasta consigo vitaminas e outras substâncias que exigem monitorização.

A especialista lembra ainda que, quando a toma é interrompida, a compulsão alimentar tende a regressar, e associa o fenómeno também às modas e ao passa-palavra nas redes sociais.

PORTUGAL AVC

Portugal AVC faz 10 anos e alerta para falhas no acesso à reabilitação

A Portugal AVC, União de Sobreviventes, Familiares e Amigos, assinala amanhã dez anos de atividade com um encontro nacional em Abrantes, com cerca de 420 inscritos, entre sobreviventes, familiares, cuidadores e profissionais de saúde de todo o país, incluindo dos Açores e da Madeira.

A associação aproveita a data para alertar para as dificuldades persistentes no acesso célere a uma reabilitação multidisciplinar e continuada. O presidente e fundador, António Conceição, diz à Lusa que há muitas queixas de falta destes cuidados, que deveriam começar tão cedo quanto possível, ser multidisciplinares e manter-se sem tempos pré-estabelecidos. Defende que uma reabilitação adequada faz a diferença na autonomia e na integração social e profissional dos sobreviventes, e reduz encargos futuros para as famílias, para a sociedade e para o Estado.

As falhas atingem também os cuidadores, que, nas palavras do responsável, substituem tantas vezes o Estado, 24 horas por dia e sete dias por semana, quase sem auxílio.

Em dez anos, a associação realizou 20 encontros em diferentes regiões e mantém 25 Grupos de Ajuda Mútua ativos, um deles em linha e dirigido a pessoas até aos 35 anos. Estima que pelo menos mil pessoas tenham passado por estes grupos no último ano.

Os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS) apontam para cerca de 25 mil internamentos anuais por AVC isquémico ou hemorrágico. Entre 2017 e 2023, mais de 80% dos 198 927 internamentos por doenças cerebrovasculares corresponderam a AVC agudo. A DGS identifica progressos na última década, com redução da mortalidade hospitalar e maior acesso a tratamentos de reperfusão, mas mantém entre os desafios o reforço da reabilitação e a integração de cuidados.

TESTEMUNHO DA SEMANA

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Gostaria de expressar o meu sincero agradecimento à MedSUPPORT pelo excelente apoio prestado. Ao longo de todo o processo, demonstraram sempre um elevado profissionalismo, grande disponibilidade e uma atenção genuína. A equipa esteve sempre pronta para esclarecer dúvidas, prestar apoio de forma rápida e eficiente e encontrar soluções com simpatia e dedicação. É muito reconfortante poder contar com um serviço tão competente e humano.

Sr.ª Olga Cardoso · Rececionista · Clínica Médico-Dentária Dr.ª Patrícia Roxo, Lda. · Santa Maria da Feira

DGS

Aleitamento materno exclusivo atinge o valor mais alto de sempre em Portugal

Em 2025, 46,9% das crianças de um ano tiveram aleitamento materno exclusivo até aos seis meses, o valor mais elevado registado até à data em Portugal. Os dados constam do Relatório Anual 2026 do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS), da Direção-Geral da Saúde (DGS).

O mesmo relatório mostra que o imposto especial de consumo sobre as bebidas açucaradas continua a levar à reformulação destas bebidas. Entre 2017 e 2025, a proporção de bebidas abrangidas pelo escalão mais elevado do imposto, com teor de açúcar igual ou superior a 8 g por 100 ml, diminuiu 45,1%. Entre 2024 e 2025 houve uma redução de 10,2% na proporção de bebidas com 5 g ou mais de açúcar por 100 ml.

Pela primeira vez, o relatório inclui um estudo de opinião pública, realizado em 2025 junto de uma amostra representativa de mil adultos residentes em Portugal. Os resultados revelam concordância superior a 80% na maioria das medidas de promoção da alimentação saudável, sobretudo nas que incidem sobre a oferta alimentar em contextos institucionais dirigidos a crianças.

Para 2026 e 2027, o PNPAS prevê, entre outras prioridades, o início do trabalho de campo do novo Inquérito Nacional Alimentar e de Atividade Física, o reforço da promoção da alimentação saudável no acompanhamento da saúde reprodutiva, infantil e juvenil, e o apoio à melhoria da resposta à pessoa com obesidade.

relatorio_anual_2026_pnpas.pdf

DGS, Relatório Anual 2026 do PNPAS

Relatório Anual 2026 do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da Direção-Geral da Saúde.

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ORDEM DOS ENFERMEIROS

Enfermeiros de obstetrícia e neonatologia convidados a participar em estudo sobre riscos psicossociais

A Ordem dos Enfermeiros (OE) divulgou um convite à participação num estudo sobre riscos psicossociais nas equipas de cuidados à mulher e ao recém-nascido, dirigido a enfermeiros que exerçam funções em saúde materna e obstetrícia, bloco de partos, neonatologia e cuidados intensivos neonatais.

O estudo abrange profissionais de hospitais públicos e privados e recorre ao questionário COPSOQ III, na versão média, um instrumento internacional de avaliação de riscos psicossociais no trabalho.

A participação é feita através de questionário online e está aberta até 15 de dezembro de 2026.

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