NOTÍCIAS DO DIA
GNR
Dezasseis formandos da GNR no hospital depois de desinfestação em Portalegre

Dezasseis formandos do Centro de Formação de Portalegre da Guarda Nacional Republicana (GNR) deram entrada na terça-feira no hospital da cidade com problemas respiratórios e digestivos, indicou à Lusa fonte da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo.
Em esclarecimentos enviados à Lusa, o Comando-Geral da GNR refere episódios de vómitos, diarreias e náuseas, e diz que todos os guardas provisórios tiveram alta hospitalar, sem baixa médica, e estão aptos a continuar a formação. As causas dos sintomas estão a ser apuradas, incluindo a eventual relação com a desinfestação feita nas instalações.
A intervenção ocorreu na semana passada, depois de detetada uma praga de percevejos em espaços de alojamento e em instalações sanitárias, que levou à suspensão das aulas presenciais entre quarta e sexta-feira. A GNR afirma que foram cumpridos os prazos de segurança e os procedimentos de limpeza indicados pela empresa certificada responsável pela intervenção, antes do regresso dos militares às instalações.
No mesmo esclarecimento, a GNR refere que o Centro de Formação não efetuou qualquer serviço de desinfestação nem utilizou produtos tóxicos, tendo realizado serviços de limpeza profunda e complementares, apenas com vapor de água.
A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) diz ter recebido dezenas de denúncias de formandos, familiares e profissionais de que a praga se mantém, e refere ainda relatos de baratas e ratos nas instalações.
Fontes: Observador (Lusa) · Observador (Lusa)
PORTAL DA QUEIXA
Reclamações na saúde privada sobem 30% e já são três em cada quatro queixas

As reclamações dos utentes sobre serviços de saúde aumentaram 23% nos primeiros nove meses de 2026, para um total de 4700 queixas, segundo o barómetro "O Estado da Saúde em Portugal", da Consumers Trust Labs, feito com base nas reclamações registadas no Portal da Queixa.
O crescimento é sobretudo no setor privado, que acumula 3564 reclamações, mais 30% do que no período homólogo, e passa a representar 76% do total. O setor público reúne os restantes 24%, com uma subida de mais de 4%.
O aumento não vem dos hospitais privados, cujas reclamações até desceram 2,37%, de 885 para 864. Vem da subcategoria de produtos de saúde e bem-estar, que passou de 551 para 1047 queixas, mais 61%, e já pesa 29,38% das reclamações da saúde privada, contra 24,24% dos hospitais.
Os principais motivos no privado são o atendimento clínico (32,55%), as questões financeiras e de cobrança (23,26%) e os problemas de acesso e prazos (23,06%). Nas urgências, as reclamações caíram 8,79%, com uma descida mais acentuada nas privadas, e a Obstetrícia é a especialidade mais reclamada, com 32,23%.
Nas farmácias e parafarmácias houve 268 reclamações, mais 11,20%, com o acesso e os prazos de entrega à cabeça dos motivos.
Fonte: Diário de Notícias
LEITURA MEDSUPPORT
O crescimento não está no ato clínico nem nos hospitais: está no percurso à volta dele, na marcação, na informação, na faturação e nos prazos. Para uma unidade, o ponto de exigência deixa de estar apenas no ato clínico e passa a estar na cadeia administrativa que o envolve. Um utente satisfeito com o tratamento pode reclamar de uma fatura que não percebeu ou de uma marcação que ninguém confirmou. O tratamento das reclamações, o livro de reclamações eletrónico e o prazo de resposta são parte do sistema de gestão da qualidade, e não um assunto do balcão.
UNIÃO EUROPEIA
Regulamento europeu fixa calendário para a identificação eletrónica em cuidados transfronteiriços

Foi publicado esta terça-feira no Jornal Oficial da União Europeia o Regulamento de Execução (UE) 2026/2099 da Comissão, de 21 de setembro, que estabelece os requisitos do mecanismo interoperável e transfronteiriço de identificação e autenticação de utentes, profissionais de saúde e prestadores de cuidados de saúde.
O diploma executa o Regulamento (UE) 2025/327, relativo ao Espaço Europeu de Dados de Saúde, e aplica-se apenas ao intercâmbio de dados de saúde eletrónicos entre Estados-Membros, através da plataforma "A Minha Saúde @ UE" (MyHealth@EU). Não altera a atividade corrente de uma unidade com os seus utentes.
Antes de pedir dados por essa plataforma, o profissional ou o prestador tem de identificar o utente e, quando o pedido chega em linha, autenticá-lo com meios de identificação eletrónica de nível de garantia pelo menos substancial. Cabe-lhe também verificar a identidade e o mandato de quem atue como representante autorizado ou legal de outra pessoa. A identificação e autenticação dos profissionais fica a cargo das entidades que cada Estado-Membro designar.
O calendário é faseado: aplicação a partir de 26 de março de 2027; notificação à Comissão, por cada país, do conjunto de atributos que identificam os utentes até 26 de março de 2028; aceitação dos atributos na carteira europeia de identidade digital a partir de 26 de março de 2029; nível de garantia elevado para os utentes a partir de 26 de março de 2030 e para os profissionais a partir de 26 de março de 2032.
O anexo fixa os dados obrigatórios a trocar. Para o prestador, incluem um identificador único no país, o organismo que o emitiu, o nome e o endereço oficial completo registado.
LEITURA MEDSUPPORT
Nada muda na atividade corrente de uma unidade portuguesa. O que este regulamento faz é fixar datas, entre 2027 e 2032, e exigir que cada prestador seja identificável por um número único e por uma morada oficial registada. Portugal ainda não disse que identificador vai usar, mas seja qual for, ele virá do registo oficial de prestadores. Quem tiver a entidade exploradora, a morada e o licenciamento coerentes entre si não terá de fazer nada de especial quando essa decisão chegar.
DGS
DGS lança curso gratuito sobre tuberculose na plataforma NAU

A Direção-Geral da Saúde (DGS), através do Programa Nacional para a Tuberculose (PNT), lançou um curso em formato e-learning intitulado "Tuberculose: práticas e desafios na intervenção profissional", em parceria com a plataforma NAU.
Dirigido a profissionais envolvidos na prevenção, no diagnóstico, no tratamento e no controlo da doença, o curso pretende reforçar competências práticas e contribuir para a uniformização de práticas e para o reforço da resposta nacional à tuberculose.
O acesso é aberto e gratuito. As inscrições estão abertas até 10 de dezembro de 2026, e o curso fica disponível na plataforma NAU até 17 de dezembro.
Fonte: Direção-Geral da Saúde
LEITURA MEDSUPPORT
A formação contínua da equipa é um requisito de licenciamento, não um extra. Um curso gratuito, à distância e com inscrição aberta até dezembro resolve duas coisas ao mesmo tempo: conhecimento sobre uma doença que continua a aparecer em contexto clínico, e horas de formação com registo para o processo de cada colaborador. Vale a pena tratá-lo como parte do plano de formação anual e não como um interesse individual.
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