NOTÍCIAS DO DIA
INFARMED
INFARMED cria formulário para os serviços farmacêuticos hospitalares notificarem faltas de medicamentos

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (INFARMED) disponibilizou, em colaboração com a Comissão Nacional de Farmácia e Terapêutica (CNFT), um formulário destinado à notificação de faltas e constrangimentos de abastecimento de medicamentos pelos serviços farmacêuticos hospitalares. A novidade consta da Circular Informativa n.º 092/CD/100.20.200, de 18 de setembro.
A obrigação de notificar não é nova. Nos termos do n.º 1 do artigo 7.º da Deliberação n.º 233/2025, de 18 de fevereiro, os serviços farmacêuticos hospitalares e outras entidades legalmente habilitadas a dispensar medicamentos ao público devem comunicar ao INFARMED as faltas e os demais constrangimentos que afetem a disponibilidade de medicamentos.
Segundo o INFARMED, o formulário pretende reforçar a monitorização da disponibilidade de medicamentos em meio hospitalar, com uma recolha de informação mais estruturada, uniforme e atempada sobre situações de indisponibilidade. A informação reportada permitirá à autoridade acompanhar estas situações de forma mais eficaz e, sempre que necessário, adotar ou promover medidas que mitiguem o impacto na prestação de cuidados.
O formulário está disponível na página do INFARMED dedicada à gestão da disponibilidade do medicamento, na área Notificar, e deve ser usado pelos serviços farmacêuticos hospitalares para comunicar as situações abrangidas pelo artigo 7.º da deliberação.
Fonte: INFARMED
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O dever de notificar já existia. O que muda é que passa a haver um canal único e estruturado, e com ele um registo do que cada hospital comunicou e quando. Nas unidades privadas com internamento, isto exige a designação de um responsável pela notificação e uma gestão de stock capaz de detetar a falta a tempo de a comunicar. Sabemos, por experiência, que é na atribuição de responsabilidades que estes circuitos costumam falhar.
MAIA
Setenta alunos com doença gastrointestinal após almoço em cantina escolar na Maia

Setenta dos 601 alunos que almoçaram na quinta-feira, 17 de setembro, na cantina da Escola Básica Gonçalo Mendes da Maia apresentaram doença gastrointestinal, segundo o Agrupamento de Escolas Gonçalo Mendes da Maia.
Por precaução, e enquanto decorre a avaliação no terreno, liderada pela Autoridade de Saúde com o acompanhamento do município e do agrupamento, foi suspensa temporariamente a confeção de refeições na cantina. A partir desta segunda-feira, as refeições passam a ser confecionadas noutra escola. O agrupamento refere não haver registo de situações de gravidade.
Não é caso único este verão. Em julho, nas Caldas da Rainha, um surto de norovírus afetou 122 pessoas, 68 das quais foram assistidas na urgência do hospital local; a autoridade de saúde, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e o município afastaram a água e os alimentos como via de transmissão. Na ilha do Faial, nos Açores, um surto de gastroenterite levou quase 500 pessoas às urgências, com as autoridades a suspeitarem de um norovírus. E no início de setembro, em Faro, o Farense adiou um jogo da II Liga, mediante aconselhamento médico, depois de um surto de doença, com febre, diarreia e vómitos, ter afetado uma grande parte dos atletas e do staff.
Fontes: Observador (Lusa) · Jornal das Caldas · Observador (Lusa) · SC Farense · RTP (Lusa)
LEITURA MEDSUPPORT
A causa ainda está a ser apurada, mas o risco é o mesmo em qualquer espaço que recebe muita gente. Quando um agente passa por superfícies e de pessoa para pessoa, a desinfeção só protege se toda a equipa a fizer da mesma forma, todos os dias. Numa clínica, isso depende de procedimentos escritos, de produtos adequados e de formação repetida, não de uma instrução dada uma vez. É nesse trabalho que acompanhamos as equipas, porque é aí que se evita a contaminação cruzada.
ORDEM DOS FISIOTERAPEUTAS
Ordem dos Fisioterapeutas publica checklist para reduzir o risco nos cuidados às doenças crónicas

A propósito do Dia Mundial da Segurança do Doente, assinalado a 17 de setembro e dedicado este ano pela Organização Mundial da Saúde (OMS) aos cuidados seguros nas doenças não transmissíveis, a Ordem dos Fisioterapeutas disponibilizou uma checklist para a mitigação do risco nas doenças não transmissíveis.
O documento reúne recomendações sobre cuidado centrado na pessoa, literacia em saúde, avaliação e gestão do risco, prevenção e controlo de infeção, adesão e educação para o autocuidado. É acompanhado por um vídeo de sensibilização.
A Ordem lembra que as pessoas com doenças crónicas são acompanhadas pelos fisioterapeutas ao longo de meses ou anos, muitas vezes por diferentes profissionais e níveis de cuidados, e que cada avaliação e cada intervenção devem assentar nos princípios da segurança do doente, na prática baseada na evidência e na avaliação e gestão do risco. A checklist está disponível para consulta na página da Ordem.
Fonte: Ordem dos Fisioterapeutas
LEITURA MEDSUPPORT
Gestão do risco e prevenção e controlo de infeção são matéria de organização, não só de prática clínica. Usada como ponto de partida para uma verificação interna, a checklist mostra onde a unidade já tem procedimentos e onde ainda depende do hábito de cada profissional. A nossa experiência mostra que um olhar de fora encontra o que a rotina da equipa já deixou de ver.
ESTADOS UNIDOS
Estudo nos EUA: IA e médicos não escolhem da mesma forma quem recebe um transplante

Investigadores da Universidade Estadual da Pensilvânia (Penn State), nos Estados Unidos, compararam as decisões de modelos de linguagem de inteligência artificial (IA) com as de pessoas na escolha de quem deve receber um rim para transplante.
O estudo não envolveu doentes reais. Os modelos receberam cenários hipotéticos, construídos a partir de dados de investigação já publicada sobre a alocação de rins, em que participantes humanos tinham feito as mesmas escolhas. Em cada cenário, dois doentes eram elegíveis para um único rim e distinguiam-se pela idade, pelo estado de saúde e pelos hábitos de consumo de álcool.
Os humanos tenderam a dar mais peso à idade, favorecendo os doentes mais novos, enquanto muitos modelos privilegiaram o menor consumo de álcool. As decisões humanas pesaram vários fatores e foram mais sensíveis ao contexto; os modelos fixaram-se muitas vezes num único atributo. Numa das variantes, em que era possível deixar a escolha ao acaso, os modelos comprometeram-se com uma opção com pouca hesitação, ao contrário dos humanos, que reconheceram não haver uma resposta objetivamente correta.
O coordenador do estudo, Hadi Hosseini, sublinha que o objetivo não é incentivar o uso da IA em substituição do juízo profissional, mas perceber como se comporta, numa altura em que pessoas e organizações recorrem cada vez mais a estas ferramentas para decidir ou receber recomendações.
Fontes: ACM Digital Library · Euronews
ERS
ERS abre inscrições para a Conferência ERS'26, a 15 de outubro no Porto

A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) abriu as inscrições para a Conferência ERS'26, subordinada ao tema "Regulação em Saúde: Antecipar Mudanças e Construir Respostas". Realiza-se a 15 de outubro, na Fundação Eng. António de Almeida, no Porto, pelo quarto ano consecutivo sob o Alto Patrocínio do Presidente da República.
O encontro reúne especialistas nacionais e internacionais, decisores políticos e representantes do setor da saúde e da sociedade civil para debater os modelos de regulação da saúde, a fragmentação dos cuidados, a pressão demográfica sobre os sistemas de saúde e o impacto da inteligência artificial no apoio aos doentes e na escassez de profissionais.
A participação é gratuita, mas as vagas estão limitadas à capacidade da sala. A inscrição faz-se online, e o programa definitivo, com oradores, painéis e horários, será enviado aos inscritos.
Fonte: Entidade Reguladora da Saúde
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